O canto coletivo e a cultura germânica

algumas considerações históricas, culturais e políticas

Autores

Palavras-chave:

Cultura popular, Patrimônio, Habitus, Etnicidade, Elites

Resumo

O artigo, inspirado nos aportes da sociologia histórica e da sociologia da cultura, apresenta algumas reflexões sobre a relação entre o canto coletivo e a cultura germânica, considerando dimensões históricas, culturais e políticas do fenômeno. Para o desenvolvimento da análise, são considerados um conjunto de exemplos e casos históricos que permitem apurar como o canto coletivo se constitui em um dos apanágios do habitus alemão e da etnicidade germânica, tendo em mente tanto o contexto do Estado-nação alemão quanto os territórios brasileiros que sofreram a influência da diáspora de origem germânica. Com a análise, foi possível constatar como a prática do canto coletivo está embebida de significados históricos, culturais e políticos, logrando grande interesse à análise sociológica. O ato de cantar coletivamente, como prática tradicional socialmente enraizada e historicamente cristalizada, configura um elemento característico da cultura popular germânica, podendo ser compreendido como um patrimônio, isto é, como um bem simbólico através do qual os sujeitos definem as suas identidades. Ademais, a análise possibilitou uma reflexão sobre as elites étnicas do grupo alemão no Brasil, constatando-se as múltiplas apropriações diferenciais entre os domínios do “povo” e das “elites”, como é característico no que tange aos produtos simbólicos ligados à cultura popular.

Biografia do Autor

  • Lucas Voigt, UFSC

    Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Estagiário de pós-doutorado junto ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC).

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Publicado

11/24/2025

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Artigos