Gênero, cultura e subjetividade na manifestação do autismo

Autores

Palavras-chave:

Transtorno autístico, Perspectiva de gênero, Saúde da mulher

Resumo

A análise da obra O autismo em meninas e mulheres: diferença e interseccionalidade (editora Vozes, 2024), de Sílvia Ester Orrú, parte do problema da manifestação do transtorno do espectro autista (TEA) no gênero feminino, com frequência subdiagnosticada em decorrência de critérios historicamente enviesados por um modelo masculino. A autora, uma pesquisadora da área de educação, desconstrói progressivamente os saberes sobre a condição, partindo da origem do termo e passando pela superação de dicotomias, como o debate entre os discursos da psicogênese e do organicismo. São investigadas as particularidades cognitivas e sociais de meninas e mulheres no espectro, com atenção a temas como a camuflagem social, o esgotamento autista, a sensibilidade sensorial e o hiperfoco. A resenha identifica como limitação a fundamentação teórica psicodinâmica do livro, que pode limitar o diálogo com a ciência que valoriza abordagens com validação empírica. Mesmo assim, o trabalho é reconhecido como uma contribuição substancial aos estudos brasileiros sobre a neurodiversidade.

Biografia do Autor

  • Fábio Luiz Nunes, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)

    Mestre e doutorando em Estudos Linguísticos pela UFMG. Especialista em Didática, Práticas de Ensino e Tecnologias Educacionais pela UFVJM, e em Retórica e Análise do Discurso em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Araraquara. Psicólogo pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Profissional técnico-administrativo no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Currículo: http://lattes.cnpq.br/3054450943770058. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0784-1921. E-mail: fabio.nunes.fln@cefetmg.br

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Publicado

11/24/2025

Edição

Seção

Resenhas