SUSTENTABILIDADE E AGRICULTURA ORGÂNICA: UMA REVISÃO NARRATIVA
Palavras-chave:
Agricultura não-industrial, Segurança alimentar, Produtos orgânicosResumo
O primeiro debate realmente importante sobre o tema ambiental surgiu em 1960, como consequência das bombas atômicas lançadas sobre o Japão, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), e do livro-denúncia “Primavera Silenciosa” de Rachel Carson. Outro tema importante para a discussão foi o crescimento populacional, evidenciado no último século. Em pleno século XXI, a população mundial chegou a 8 bilhões, e mais pessoas significam mais alimentos, espaço, água, energia e muitos outros recursos que devem ser protegidos, recuperados e promovidos ao uso sustentável. Por tudo isso, a agricultura orgânica como uma das possibilidades da ciência, conhecida como Agroecologia, vislumbra uma alimentação saudável que faz bem ao meio ambiente, recuperando recursos naturais e a saúde humana. Nesse contexto, o objetivo deste artigo foi realizar uma revisão narrativa sobre a relação entre sustentabilidade e agricultura não industrial, mais especificamente a agricultura orgânica. Dessa forma, essa pesquisa teve a abordagem qualitativa, do tipo bibliográfica e de natureza descritiva. A metodologia utilizada foi a pesquisa em fontes científicas sobre os assuntos relacionados e a análise crítica dos resultados obtidos. Percebeu-se que há instituições comprometidas com a agricultura orgânica em todo o Brasil, em cidades grandes e pequenas. Isso demonstrou que há, ainda que em estágio inicial, uma demanda por produtos dessa natureza. Concluiu-se que a sustentabilidade, entendida como uma mudança que vai além do desenvolvimento sustentável, e que normalmente abarca o aspecto econômico, é um teste de persistência dos sistemas de produção agrícola agroecológico, assim como a compra e venda dos produtos resultantes desta produção, provocam uma mudança entre a cultura e o ambiente, e reconhece suas relações de interdependências.
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