ATIVIDADES VOLUNTÁRIAS QUE AUXILIAM O PROCESSO DE COLETA DE RECICLÁVEIS NA CIDADE DE CURITIBA-PR
Palavras-chave:
Resíduos Sólidos Urbanos. Coleta Seletiva. ODS.Resumo
A quantidade de resíduos sólidos tem aumentado consideravelmente com o passar dos anos. Muitas vezes esses materiais são destinados a grandes locais a céu aberto, provocando sérios impactos ambientais. Contudo, a busca por mecanismos legais para o desenvolvimento de políticas integradas de gestão tem sido efetiva, destacando-se a Lei 12.305/2010 sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Na cidade de Curitiba é atribuição da Secretaria Municipal do Meio Ambiente a gestão dos resíduos sólidos, todavia, há diversos projetos desenvolvidos pela sociedade civil, sem fins lucrativos, que contribuem para o destino correto desses materiais. Assim, o presente artigo teve como objetivo principal compreender as iniciativas propostas pelo Terceiro Setor de Curitiba que auxiliam nessa questão, e suas relações com a meta 11.6 da ODS 11, a qual pretende, até 2030, reduzir o impacto ambiental negativo per capita das cidades, incluindo atenção especial à qualidade do ar e gestão de resíduos municipais. Foram realizadas entrevistas com 6 representantes de ONG/Projetos para conhecer suas propostas e atividades desenvolvidas. Os Projetos coletam tampinhas plásticas, tampas de metal, lacres de alumínio, retalhos de tecidos, vidros e caixas tetra pak, encaminhando-os adequadamente, e ainda possibilitam o apoio a causas sociais. Somando-se os resultados desses 6 projetos, em 4 anos foi contabilizado que pelo menos 645 toneladas de “lixo” chegaram ao seu destino corretamente rumo à reciclagem. É urgente e de suma importância que alternativas como essas para o uso e descarte correto de tais materiais sejam desenvolvidas e apoiadas pela comunidade e órgãos públicos.
Referências
BRASIL. 2010. Lei n. 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, altera a Lei n 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 3.8.
BRASIL. Governo Federal. Objetivos Milênio, Agenda 21 e Agenda 2030 Transformando nosso mundo: a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, 2016.
CURITIBA. 2011. PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA - SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE. Plano de gestãso integrada de resíduos sólidos de Curitiba: desenvolvido em conformidade com a Lei Federal nº 11.445/07, que estabelece a Política Nacional de Saneamento e a Lei Federal 12.305/10 que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Disponível em: https://mid.curitiba.pr.gov.br/2010/00084142.pdf.
DERRAIK, J. G. B. The pollution of the marine environment by plastic debris: a review. Mar. Pollut. Bull, v. 44, n. 9, p. 842-852, 2002.
DIAS, J. de Carvalho. Rotas de destinação dos resíduos plásticos e seus aspectos ambientais: uma análise da potencialidade da biodegradação. 2016. 72f. Dissertação (Mestrado em Planejamento Energético) ± Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016.
FAGUNDES, L. M.; MISSIO, E. Poluição plástica: impactos sobre a vida marinha. In: Anais do 10º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO - SIEPE Universidade Federal do Pampa | Santana do Livramento, 6 a 8 de novembro de 2018.
FERREIRA, A. Gestão de resíduos sólidos urbanos nos municípios do Paraná. Revista Capital Científico (Online), 16(2), 105-119. 2021. Disponível em: https://revistas.unicentro.br/index.php/capitalcientifico/article/view/5172/pdf.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5.ed. São Paulo: Atlas, 1999.
JAMBECK, J. R. et al. Plastic waste inputs from land into the ocean. Science, v. 347, n. 6223, p. 768-771, 2015.
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2021.
KLEIN, F. B.; GONÇALES-DIAS, S. L. F. & JAYO, M. Gestão de resíduos sólidos urbanos nos municípios da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê: uma análise sobre o uso de TIC no acesso à informação governamental. Revista Brasileira de Gestão Urbana (Brazilian Journal of Urban Management), jan./abr., 10(1), 140-153, 2018.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA. Plano Nacional de Resíduos Sólidos: Brasília, versão de agosto 2012.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA. Texto orientador para a 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente – Resíduos Sólidos: Brasília, maio 2013.
MOREIRA, C. B.; STEFANO, S. R.; FERREIRA, A. & CHIUSOLI, C. L, Gerenciamento sustentável dos resíduos sólidos urbanos nas dimensões econômica, social e ambiental estudo de caso. RECC – Revista Eletrônica Científica do CRA-PR, 7(1), p. 107-119. 2020. http://recc.cra-pr.org.br/index.php/recc/article/view/171/146
ODS 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis. IPEA. https://www.ipea.gov.br/ods/ods11.html
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS – ONU. Transformando o nosso mundo: a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Resolução A/RES/70/1 [internet]. Nova Iorque: UN; 2015. [acesso em 2021 out 15]. Disponível em: https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2015/10/agenda2030-pt-br.pdf
PAZINI, M. H.; STEFANO, S. R.; FERREIRA, A. & SCHMIDT, L. P. Gestão de resíduos sólidos urbanos em Guarapuava Paraná. Ambiência, 15, p. 94-111, 2019.
PEREIRA, R. S. C. O sistema de Economia Circular e a Agenda 2030: análise da evolução em Portugal. Revista Economia, Empresas e Empreendedores na CPLP. Vol. 7 N.º 1, 2021. Disponível em: https://revistas.ponteditora.org/index.php/e3/article/view/381
PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Disponível em: https://nacoesunidas.org/volume-de-residuos-urbanos-crescera-de-13-bilhao-detoneladas-para-22-bilhoes-ate-2025-diz-pnuma/
TORRES, C. A bíblia do marketing digital. 1ª edição. São Paulo: Novatec, 2009.
VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 3.ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2000.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).