UTILIZAÇÃO DE ESPECTROFOTOMETRIA FT-IR PARA DETECÇÃO DE ADULTERANTES EM AMOSTRAS DE CAFÉ (Coffea arabica L)

Autores

  • Charlini Balastreri Instituto Federal do Paraná IFPR

DOI:

https://doi.org/10.21575/25254790rmmaa2018vol3n2645

Palavras-chave:

Contaminantes, índice de refração, pH, FT-IR.

Resumo

O café possui uma importância histórica no desenvolvimento econômico do Brasil. O café produzido no Brasil é considerado um dos melhores cafés do mundo. A qualidade dessa bebida está intimamente relacionada com a qualidade e pureza dos grãos, bem como sua composição química. Muitas vezes sua qualidade é comprometida pela presença de impurezas e adição de misturas no pó de café torrado e moído, sendo as fraudes mais comuns no Brasil a adição de cascas e paus, milho, cevada, triguilho, açúcar mascavo e soja. Para detectar fraudes nas amostras de café foram realizadas análises físico-químicas de índice de refração, acidez e espectrofotométrica (FT-IR). Foram utilizadas para as análises amostras controle (comercial) e padrão, os valores de pH indicaram um meio levemente ácido, enquanto que os dados obtidos para o índice de refração, nD, mostraram que a passagem da luz teve maior facilidade ao percorrer o meio na amostra comercial do que em relação à padrão. Verificou-se que as amostras do café comercial apresentaram indícios da presença de adulterantes, especialmente através dos resultados obtidos pela técnica de espectroscopia de absorção na região infravermelho, a qual está associada a um método analítico vantajoso devido ao custo e agilidade das análises. A presença dos possíveis contaminantes mais preocupantes são os minerais derivados das rochas. Foram detectados três diferentes tipos de contaminantes minerais derivados do brochantite (sulfato mineral) 620 cm-1, azurite (carbonato mineral de cobre) 1490 cm-1 e a malaquita (carbonato mineral de cobre) 1400 e 1500 cm-1

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Publicado

2018-12-21

Edição

Seção

Artigos Gerais