ESPÉCIES NATIVAS PARA ARBORIZAÇÃO URBANA DE MUNICÍPIOS DA PLANÍCIE COSTEIRA DO EXTREMO SUL DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.21575/25254790rmmaa2018vol3n2621Palavras-chave:
Preservação, conflitos urbanos, floresta de restingaResumo
Projetos de arborização urbana têm por objetivo melhorar a qualidade de vida nas cidades e, para isso, sua implantação deve respeitar os princípios do conforto ambiental, reduzindo a poluição, elevando a infiltração e reduzindo o escoamento superficial durante as chuvas. A utilização de espécies arbóreas nativas da região servirá para abrigo e alimentação da fauna, assim ajudando na preservação da biodiversidade. A implantação deste tipo de projeto deve evitar conflitos com equipamentos urbanos e riscos às pessoas e animais. A arbórea escolhida deve atender aos seguintes requisitos: ser rústica e de crescimento rápido; produzir frutos e flores pequenas; possuir sistema radicular pivotante; não ter presente látex, resina, espinhos e princípios tóxicos e alergênicos; exigir poucos tratos culturais; possuir caule e galhos resistentes; ser pouco suscetível ao ataque de cupins, brocas e agentes patogênicos. A escolha do porte das arvores é realizada em função da presença de redes de energia, água, efluentes e tamanho do passeio. Neste trabalho, analisou-se o potencial de espécies nativas para arborização urbana. A partir de levantamentos florísticos efetuados em florestas de restingas em municípios da planície costeira do extremo sul do Brasil, identificaram-se 61 espécies em 32 famílias. Desse universo, 36 são indicadas para arborização urbana. A distribuição do porte das espécies foi a seguinte: 6 de pequeno, 14 de médio e 16 de grande porte. Três dessas estão ameaçadas de extinção. Dentre as espécies excluídas por serem inadequadas à arborização, o impedimento mais frequente foi a presença de espinhos, látex ou resina.Downloads
Publicado
2018-12-21
Edição
Seção
Artigos Gerais
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