ESTRESSE SALINO NO CULTIVO DO MILHO: ALTERAÇÕES NO DESENVOLVIMENTO E POSSÍVEIS DESDOBRAMENTOS EM PADRÕES EPIGENÉTICOS
DOI:
https://doi.org/10.21575/25254790rmmaa2022vol7n11434Palavras-chave:
Salinidade, Zea mays, Epigenética vegetal, Metilação globalResumo
As plantas acionam mecanismos para tolerar condições ambientais adversas, como a salinidade. Esses mecanismos se devem, em parte, à regulação epigenética. “Epigenética” se refere á modificações do genoma que não envolvem uma mudança na sequência do DNA e ocorrem principalmente no seu padrão de metilação. Visto o problema da salinidade para a produção, foi testada, neste trabalho, a influência do estresse salino no crescimento do milho (Zea mays) e investigados os possíveis desdobramentos desse estresse no padrão de metilação global dos indivíduos. No sistema teste, oito plantas foram tratadas com 100µM de cloreto de sódio periodicamente e com uma aplicação de de 500µM (T-100/500). O grupo T100-500 reduziu, em relação ao controle, o crescimento em 44,4%, a biomassa fresca em 74,3% e a biomassa seca em 69,2%. O DNA genômico, extraído a partir das folhas, apresentou concentração entre 611,4 ng/uL a 1234,9 ng/uL para os indivíduos amostrados e alto grau de pureza. Não foi observada diferença significativa de metilação global entre o grupo controle e T100-500 (controle: 15,10%; T100-500: 15,63%). Outras oito plantas receberam apenas a aplicação de 500µM de NaCl (CT-500). O CT-500 reduziu o crescimento em 18,3%, a biomassa fresca em 23,6% e a biomassa seca em 30,8% e apresentou menor porcentagem de metilação (10,94%). Os resultados dessa pesquisa apontam para uma clara influência negativa do estresse salino no desenvolvimento do milho. Entretanto, ainda são necessários mais testes para esclarecer a relação da exposição à salinidade com o crescimento da planta e seu padrão epigenético de metilação.Downloads
Publicado
2022-12-29
Edição
Seção
Artigos Gerais
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