APLICABILIDADE DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NOS SERVIÇOS DE ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE: REVISÃO DE LITERATURA

Autores

  • Joaquim Pedro Ribeiro Vasconcelos Instituto Federal de Goiás - Campus Águas Lindas
  • Bruna Carvalho Barros Rosa Nobre Fundação Oswaldo Cruz image/svg+xml
  • Olga Maria Ramalho de Albuquerque Universidade de Brasília image/svg+xml

Palavras-chave:

Atenção primária à saúde, Práticas integrativas e complementares, Políticas públicas de saúde, Promoção da saúde

Resumo

Introdução: As Práticas Integrativas e Complementares constituem estímulos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias, cuja implementação fortalece também a promoção à saúde, indo sua aplicação além da doença e dos aspectos curativos que envolve o processo saúde-doença. A Atenção Básica se constitui como o ponto de atenção à saúde mais próximo dos determinantes e condicionantes de saúde da população, visando o alcance da integralidade. Objetivo: analisar na literatura os aspectos gerais abordados acerca da utilização das práticas integrativas e complementares na atenção básica. Métodos: Trata-se de uma revisão da literatura, a partir de estudos secundários publicados na Biblioteca Virtual em Saúde no período compreendido entre 2010 a 2016. Resultados: A busca gerou 666 artigos, o refinamento por idioma recuperou 356, a restrição ao país/ano de publicação 2010/2016 reduziu para 90. A análise dos resumos filtradas pelos critérios de inclusão resultou em 20 e, ao final, a leitura dos estudos na íntegra permitiu a inclusão de 13 artigos que se adequavam ao tema. Conclusão: Percebe-se que o principal foco dos estudos foram as vantagens e a importância de ampliar a oferta das práticas, mas notou-se que há o desconhecimento por parte dos gestores do Sistema Único de Saúde sobre a temática. Os Sistemas de Informações não permitem o registro dessas intervenções adequadamente, o que contribui para subnotificação, dificulta o monitoramento da oferta e sua posterior avaliação, criando lacunas na gestão. Esse panorama revela a dificuldade da produção de saúde com base numa abordagem holística, pois ainda persiste no Brasil o modelo biomédico hegemônico.

Biografia do Autor

  • Joaquim Pedro Ribeiro Vasconcelos, Instituto Federal de Goiás - Campus Águas Lindas
    Possui graduação em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília. Mestre em Ciências e Tecnologias em Saúde pela Universidade de Brasília. Especialista em Saúde Coletiva pela Fundação Oswaldo Cruz e Gestão em Saúde pela Universidade Estadual de Goiás. Doutorando em Ciências e Tecnologias em Saúde na área de concentração Promoção, Prevenção e Intervenção em Saúde na Universidade de Brasília. Atualmente é docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás Área/Disciplina: Saúde Coletiva. Tem experiência em docência e pesquisa na área da Saúde Coletiva, com ênfase nos seguintes temas: políticas públicas de saúde; promoção da saúde; gestão em saúde; e ciências sociais na saúde coletiva.
  • Bruna Carvalho Barros Rosa Nobre, Fundação Oswaldo Cruz
    Bacharela em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília (UnB).
  • Olga Maria Ramalho de Albuquerque, Universidade de Brasília
    Docente e pesquisadora da Faculdade de Ceilândia na Universidade de Brasília, mestra em Odontologia Preventiva e Social pela Universidade de Pernambuco (2000) e doutora em Saúde Bucal Coletiva pela Universidade de Pernambuco (2004). Sua atuação tem se voltado para aplicação de tecnologias sociais na pesquisa, na extensão e na docência. Concentra suas atividades na formação de estudantes de graduação por meio do desenvolvimento de tecnologia educacional aplicada na interface universidade, serviço e comunidade preparando os graduandos para aplicação de tecnologias sociais. Desenvolve pesquisas com ênfase nos seguintes temas: tecnologias sociais, estratégia saúde da família; promoção da saúde com ênfase em participação social em saúde; promoção da saúde em ambiente escolar; atenção primária em saúde; formação profissional em saúde. Desde 2016 até o presente é orientadora do Programa de Pós-graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação - PROFNIT ponto focal UnB-CDT. Atualmente é professora associada. 

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Publicado

2019-08-01

Edição

Seção

Artigos Gerais