Linguagem proibida
as gírias
Palavras-chave:
Gíria, Preconceito, MonolinguismoResumo
Partindo da necessidade de uma maior conscientização sobre os efeitos nocivos de uma política linguística brasileira, que prega uma prática monolíngue por meio da prescrição da norma padrão, e que, por desconsiderar o aspecto heterogêneo das línguas, favorece a ocorrência de atitudes de discriminação e preconceito linguístico, o objetivo deste artigo, utilizando a metodologia de revisão bibliográfica, é propor uma reflexão sobre as variações linguísticas conhecidas como gírias (CABELLO, 1991; PRETI, 1984, 1998; SERRA, 2005), através das definições de gíria de alguns gramáticos e dicionários de Língua Portuguesa (CEGALLA, 1985; BECHARA, 1999; MICHAELIS, 2008; HOUAISS, 2009). Também serão analisadas as teorias de alguns estudiosos sobre o fenômeno do preconceito linguístico (BAGNO, 2004; MONTEIRO, 2000), em relação às variedades de língua que fogem à regra imposta pela norma culta e padrão (BAGNO, 2002; FARACO, 2002, 2008).
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