A TRAJETÓRIA ARQUEOLÓGICA DE MICHEL FOUCAULT

uma crítica à epistemologia

Autores

Palavras-chave:

Filosofia, Ciência, Arqueologia, Verdade

Resumo

O objetivo deste artigo é apresentar a constituição da fase arqueológica do pensamento de Michel Foucault como um deslocamento em relação a análise epistemológica. O método arqueológico se apresenta como uma nova abordagem de investigação dos saberes sobre o homem na modernidade. Enquanto a ciência analisa o homem pelo princípio racionalista e modelo do progresso, a arqueologia produz uma descontinuidade no discurso científico, situando seu saber em condições de possibilidade. Deste modo, nesta pesquisa procura-se mostrar como a visão foucaultiana é profundamente marcada pela interpretação histórica da epistemologia francesa (Gaston Bachelard e Georges Canguilhem) e pela crítica nietzschiana da ciência. Enfim, descrevem-se algumas obras da trajetória arqueológica da década de 1960 para evidenciar a leitura histórica do discurso científico produzida por Foucault. 

Biografia do Autor

  • Daniel Salésio Vandresen, Instituto Federal do Paraná

    É mestre em Filosofia Moderna e Contemporânea pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, especialista em História do Brasil pela Universidade Paranaense – UNIPAR e graduado em Filosofia pelo Centro Universitário de Brusque. Leciona Filosofia nos cursos Técnicos de Informática, Eletromecânica e Orientação Comunitária do Instituto Federal do Paraná – IFPR, na cidade de Assis Chateaubriand, é Coordenador do curso Técnico em Orientação Comunitária e Coordenador Financeiro do Grupo de pesquisas Filosofia, Ciência e Tecnologias - IFPR.

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Publicado

2014-09-30

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

A TRAJETÓRIA ARQUEOLÓGICA DE MICHEL FOUCAULT: uma crítica à epistemologia. (2014). IF-Sophia: Revista eletrônica De investigações Filosófica, Científica E Tecnológica, 1(1), 180-200. https://revistas.ifetpr.edu.br/ifsophia/article/view/150