A TRAJETÓRIA ARQUEOLÓGICA DE MICHEL FOUCAULT
uma crítica à epistemologia
Palavras-chave:
Filosofia, Ciência, Arqueologia, VerdadeResumo
O objetivo deste artigo é apresentar a constituição da fase arqueológica do pensamento de Michel Foucault como um deslocamento em relação a análise epistemológica. O método arqueológico se apresenta como uma nova abordagem de investigação dos saberes sobre o homem na modernidade. Enquanto a ciência analisa o homem pelo princípio racionalista e modelo do progresso, a arqueologia produz uma descontinuidade no discurso científico, situando seu saber em condições de possibilidade. Deste modo, nesta pesquisa procura-se mostrar como a visão foucaultiana é profundamente marcada pela interpretação histórica da epistemologia francesa (Gaston Bachelard e Georges Canguilhem) e pela crítica nietzschiana da ciência. Enfim, descrevem-se algumas obras da trajetória arqueológica da década de 1960 para evidenciar a leitura histórica do discurso científico produzida por Foucault.
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