O NOVO LEVIATÃ
a arquitetura discursopatológica do poder, controlando mentes e moldando destinos – redefinindo biopolítica e necropolítica
Palavras-chave:
Arquitetura Discursopatológica do Poder. Discurso. Saúde Pública. Cognição.Resumo
Este estudo explora a Arquitetura Discursopatológica do Poder, uma forma de poder emergente na sociedade contemporânea que opera através da disseminação de discursos negacionistas e desinformativos. A tese central é que este poder redefine e amplia conceitos tradicionais como biopolítica, necropolítica e estados de exceção, utilizando o discurso como ferramenta central para controle social e cognitivo, influenciando percepções, comportamentos e questões de vida e morte. Como destacado por Macêdo Júnior (2024), este poder molda comportamentos e percepções, amplificado por meios tradicionais de comunicação e redes sociais, e tem impactos diretos na saúde pública, como no caso da desinformação sobre vacinas e pandemias, resultando em aumento de morbidade e mortalidade. Por conseguinte, a metodologia segue o método arqueogenealógico de Foucault (1996; 2005), que combina crítica e genealogia para investigar as práticas discursivas e as relações de saber-poder que moldam a subjetividade. O estudo analisa discursos e dispositivos emergentes das relações de poder, focando em como o discurso negacionista e desinformativo molda a realidade percebida, utilizando exemplos históricos e contemporâneos para ilustrar a aplicação desta arquitetura discursopatológica. Além disso, o artigo demonstra como a Arquitetura Discursopatológica do Poder utiliza a manipulação discursiva para exercer controle sobre percepções e comportamentos, com consequências diretas sobre a saúde pública e a estabilidade política. A desinformação sobre a saúde de líderes políticos, como no caso de Joe Biden, é usada como exemplo de como este poder cria estados de exceção pessoais, minando a autoridade e a legitimidade de figuras políticas (Mccausland; Debusmann, 2024). O estudo revela que a manipulação discursiva vai além das crises formais, criando realidades alternativas que justificam medidas extremas e controle reforçado. Portanto, conclui-se que a Arquitetura Discursopatológica do Poder representa uma evolução das formas tradicionais de controle, combinando elementos de biopoder (Foucault, 1999), necropoder (Mbembe, 2018) e estados de exceção (Agamben, 2007) para manipular percepções e realidades. Este poder opera de forma onipresente e insidiosa, redefinindo as dinâmicas tradicionais de controle social e político, influenciando diretamente as questões de vida e morte na sociedade contemporânea. A eficácia deste poder reside na sua capacidade de se infiltrar nas mentes das pessoas, utilizando o discurso para manipular a realidade e criar estados de exceção contínuos.
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