LINGUAGEM NO ESPAÇO DA FILOSOFIA GREGA PÓS-SOCRÁTICA
breve exposição sobre a convenção platônica e aristotélica
Palavras-chave:
Platão. Aristóteles. Linguagem. Naturalismo. Convencionalismo.Resumo
Nosso objetivo com esta pesquisa é trazer um breve comentário descritivo sobre como se compreendia a relação significativa entre a linguagem e os nomes que ela representava da realidade, focando nossa metodologia descritiva bibliográfica acerca do pensamento filosófico ao assunto no período clássico do espaço geográfico helenístico, portanto determinamos como uma pesquisa de análise e revisão literária bibliográfica de temática geo-histórica descritiva, apenas. Nosso trabalho explora um debate já bastante conhecido entre as teorias linguísticas de Platão e Aristóteles, especialmente no que toca ao convencionalismo da linguagem. Ao primeiro filósofo o debate gira em torno da correção dos nomes e se a linguagem tem uma base natural ou convencional. Quanto ao segundo pensador, ele trata da linguagem sob uma perspectiva mais geopolítica e funcional, buscando definir na linguagem seu aspecto funcional essencial para a vida política e social do ser humano, destacando a importância do logos (discurso) como uma característica definidora da natureza humana, em que a linguagem se torna útil para expressar a realidade como convenção. Portanto, concluímos em nosso trabalho que ambos os pensamentos influenciaram a filosofia e a ciência da linguagem, trazendo sua relevância para o desenvolvimento da linguística moderna e crítica no espaço geopolítico e social contemporâneo.
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