CARTOGRAFIA SOCIAL E DESENVOLVIMENTO
diálogos sobre comunidade e território
Palavras-chave:
Comunidade. Geofilosofia. Cartografia Social.Resumo
O texto explora o conceito de comunidade em diálogo com o território, ancorando-se em uma revisão teórica fundamentada nas ideias de Bauman, Agamben, Deleuze e Guattari. A metodologia adota uma abordagem cartográfica social, orientada pela perspectiva rizomática, para compreender a relação entre território, identidade e cultura. Nessas linhas revela-se que a comunidade não é apenas um espaço físico, mas um território simbólico que possibilita resistência às dinâmicas desagregadoras do capitalismo neoliberal. Além disso, destaca-se a importância da resiliência comunitária e das práticas coletivas na criação de alternativas às forças hegemônicas. A partir do diálogo teórico, identifica-se a cartografia social como ferramenta essencial para mapear as interações sociais e culturais, expondo fluxos de poder e dinâmicas de desterritorialização e reterritorialização. Conclui-se que a comunidade, como espaço de liberdade e solidariedade, desempenha um papel central na promoção de um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável, transcendente às abordagens econômicas tradicionais. Este estudo contribui ao oferecer uma perspectiva sobre o papel das comunidades na construção de territórios equitativos e resilientes, sugerindo que a integração entre filosofia e práticas territoriais pode reconfigurar os paradigmas de desenvolvimento contemporâneo.
Referências
AGAMBEN, Giorgio. A comunidade que vem. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2022.
BAUMAN, Zygmunt. Comunidade: a busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003.
CARDOSO, Fernando Henrique. Desenvolvimento: o mais político dos temas econômicos. Brazilian Journal of Political Economy, São Paulo, v. 15, n. 4, p. 616–624, 1995.
DELEUZE, Gilles. Post-scriptum: sobre as sociedades de controle. In: Conversações. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992. p. 9.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia 2. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2011a. v. 1
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O anti-Édipo: capitalismo e esquizofrenia. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2011b.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é a filosofia? 3. ed. São Paulo: Editora 34, 2010.
GRAVA, Diego da Silva; FLORIT, Luciano Félix. Povos e comunidades tradicionais em Santa Catarina: sistematização de dados e reflexão sobre conflitos ambientais territoriais. Redes, Santa Cruz do Sul, v. 25, n. 4, p. 1738–1763, 2020.
GUATTARI, Felix; ROLNIK, Suely. Micropolítica: cartografias do desejo. 12.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.
KASTRUP, Virgínia; PASSOS, Eduardo. Cartografar é traçar um plano comum. Fractal: Revista de Psicologia, Rio de Janeiro, v. 25, n. 2, p. 263–280, 2013.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
PELBART, Peter Pál. Vida Capital: ensaios de biopolítica. São Paulo: Iluminuras, 2003.
REZENDE, Antonio Martinez de; BIANCHET, Sandra Braga. Dicionário do latim essencial. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2022. (Coleção Clássica).
SAQUET, Marcos Aurelio. Por uma geografia das territorialidades e das temporalidades: uma concepção multidimensional voltada para a cooperação e para o desenvolvimento territorial. 2. ed. Rio de Janeiro: Consequência, 2015.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2025 Albio Fabian Melchioretto, Luciano Félix Florit

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Todos os trabalhos que forem aceitos para publicação, após o devido processo avaliativo, serão publicados sob uma licença Creative Commons, na modalidade Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International Public License (CC BY-NC-ND 4.0). Esta licença permite que qualquer pessoa copie e distribua a obra total e derivadas criadas a partir dela, desde que seja dado crédito (atribuição) ao autor / à autora / aos autores / às autoras.
