O MUNDO TÓXICO E A PSIQUE ADOECIDA

capitalismo, ambiente e sofrimento mental

Autores

Palavras-chave:

Povinelli. Mark Fisher. Catástrofe ancestral. Antropoceno. Precarização.

Resumo

Nosso trabalho propõe uma reflexão sobre o estatuto de realidade do capitalismo contemporâneo e suas consequências sociais, ambientais e mentais, tendo como objetivo tanto o diagnóstico quanto uma prática, que opere enquanto linha de fuga da realidade caótica e pessimista proporcionada pelo capitalismo tardio. Dessa forma, procuramos aproximar a leitura de dois pensadores críticos do liberalismo tardio, Elizabeth Povinelli e Mark Fisher, primeiramente apontando para a construção de uma realidade tóxica a partir de uma destruição criativa herdada dos modos de produção colonial, e posteriormente o diagnóstico patológico das sociedades capitalistas e suas epidemias depressivas. Por fim, partimos das análises dos autores para buscar modos de resistência ao domínio capitalista, buscando pensar a relação do novo regime climático e os modos de produção, compreendendo que a saúde do meio ambiente depende também de uma modo de vida que não esteja obrigado a produção, de outro modo, para que superemos os problemas contemporâneos devemos pensar a partir da terra e de modo coletivo. 

 

Biografia do Autor

  • Andrey Gonçalves Correia, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)

    Licenciado em Filosofia (PUCPR/2014) e possui especialização em Antropologia  (PUC/2019). Atualmente é mestrando do PPGF pela mesma instituição.

  • Hugo Renan Pizzato, Pontifícia Universidade Católica do Parana (PUCPR)

    Licenciado em Filosofia (PUCPR) e possui especialização em Antropologia (PUC/2019). Bacharel  em Direito (PUCPR/. Atualmente é mestrando do PPGF pela mesma instituição.

Referências

DELEUZE, Gilles. GUATTARI, Félix. Anti-Édipo: Capitalismo e esquizofrenia. São Paulo, Editora 34, 2ª ed. 2011;

CASTRO, Eduardo Viveiros de. Metafísicas canibais. São Paulo, Ubu Editor, Humanidades editorial, a, n-1, 2018;

_____________. Os involuntários da pátria: elogio do subdesenvolvimento. In: ARACÊ, Direitos humanos em revista, ano 4, nº 5, Fev. 2017. Disponível em:<https://chaodafeira.com/catalogo/caderno65/>.

CHAKRABARTY, Dipesh. O global e o planetário: a história na era da crise climática. São Paulo, Rio de Janeiro, Ubu editora, Editora PUC-RIO, 2025;

CRAIA, Eladio Constantino Pablo. A sentença de Deleuze: “A vingança do silício sobre o carbono”; ou uma ontologia do corpo e suas composições. Rio de Janeiro, Revista Trágica: estudos de filosofia da imanência, vol. 14, n. 2º, 2021, p. 75 - 90;

EXPOSTO, E.. Marxismo louco de Mark Fisher. Por uma política radical da saúde mental. Cronos. Revista de Pós Graduação em Ciências Sociais, UFRN, V.25, 2024. Acesso em <https://periodicos.ufrn.br/cronos/article/view/36113>;

FANON, F. Os condenados da Terra. São Paulo. Editora Zahar, 1ª edição, 2022;

FISHER, M. Realismo Capitalista: é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo? São Paulo. Autonomia Literária, 1ª edição, 2020;

FISHER, M. Os fantasmas da minha vida: escritos sobre depressão, hauntologia e futuros perdidos. São Paulo: Autonomia Literária, 2023;

KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo, Editora Schwarcz, 2020;

LATOUR, B. Jamais fomos modernos. Editora 34 Ltda, Trad. Carlos Irineu da Costa, São Paulo, 4ª ed., 2008;

_____________. Diante de Gaia: oito conferências sobre a natureza no Antropoceno. São Paulo, Ubueditora, 2020.

LEAL, Halina Macedo. Lélia Gonzalez: filósofa e feminista negra brasileira. In. PROMETEUS, Nº. 46, Set - Dez, 2024.

OLIVEIRA, J. Moeda sem Efígie: a crítica de Hans Jonas à ilusão de progresso. Curitiba, Kotter Editorial, 2023;

PETERS, G. O que resta da subjetividade: sono, depressão e outras“resistências passivas” à subjetivação capitalista. Revista Brasileira de Sociologia. Vol 11, No. 29. 2023. Acesso em<https://rbs.sbsociologia.com.br/index.php/rbs/article/view/979 >;

PIGNARRE, Philippe; STENGERS, Isabelle. Capitalist sorcery: breaking the spell. (Transl.: Andrew Goffey) Palgrave Macmillan, 2011;

PLANETARY BOUNDARIES SCIENCE. Planetary Health Check 2025. Potsdam, Germany, 2025;

POVINELLI, E. Catástrofe Ancestral: e existências no liberalismo tardio. UBU Editora, São Paulo, 1ª edição, 2024;

POVINELLI, E. PINTO, Joana Planza. Sobre mediação semiótica: condições corporais da comunicação humana e mais-que-humana Uma entrevista com Elizabeth Povinelli. Goiás, in. Signótica, v. 34, 2022. Acesso em <https://revistas.ufg.br/sig/article/view/74018>;

STENGERS, Isabelle. No tempo das catástrofes: resistir à barbárie que se aproxima. São Paulo, Cosac Naify, 2015;

VALENTIM, M. A. Cosmologia e política no Antropoceno. in: Étic@, v. 19, nº. 2, 2020, p. 300-317. Disponível em <http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2020v19n2p300>;

VALENTIM, M. A. Descolonização metafísica: esboço de manifesto contra-filosófico. in: Curitiba, Revista do NESEF, v. 8, nº. 1, 2019, p. 9-23. Disponível em <https://doi.org/10.5380/nesef.v8i1.68944>;

VEIGA, Ádamo Bouças Escossia da. A catástrofe que logos somos: banalidade do mal no antropoceno. Santa Maria, in. Thaumazein, v. 18, nº. 35, 2025, p. 99-111. Acesso em <https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/thaumazein/article/view/5127/3485>.

Downloads

Publicado

2025-12-23

Edição

Seção

Dossiê

Como Citar

O MUNDO TÓXICO E A PSIQUE ADOECIDA: capitalismo, ambiente e sofrimento mental. (2025). IF-Sophia: Revista eletrônica De investigações Filosófica, Científica E Tecnológica, 11(30), 34-56. https://revistas.ifetpr.edu.br/ifsophia/article/view/2429