DISTOPIAS DO ANTROPOCENO

de Krenak à sala de aula, imagens de um mundo devorado

Autores

Palavras-chave:

Distopia. Antropoceno. Reciprocidade. Sala de aula. Leitura de imagens.

Resumo

Esse trabalho descreve o pensamento de Ailton Krenak sobre o Antropoceno e a condição distópica contemporânea, destacando como o consumo ilimitado, a lógica civilizatória excludente e a ruptura da reciprocidade com a Terra configuram um cenário de esvaziamento de sentidos e afetos. Em diálogo com esse referencial, a pesquisa desenvolveu uma experiência pedagógica com estudantes do ensino médio, articulando arte, leitura de imagens e cosmologias indígenas como conteúdos transversais. As imagens produzidas pelos estudantes expressam inquietações, ironias e percepções sobre a crise ambiental, evidenciando como o pensamento de Krenak favorece diagnósticos críticos sobre o agir humano no planeta e amplia a compreensão ética e afetiva da relação com a Terra. O estudo evidencia que a sala de aula pode contribuir como espaço de imaginação e formação de consciência coletiva, fortalecendo práticas educativas que cultivam a reciprocidade, afetos e a capacidade de “juntar mundos”.

Biografia do Autor

  • Daniel Salésio Vandresen, Instituto Federal do Paraná

    Doutor em Educação pela UNESP, campus de Marília/SP (2019). Mestre em Filosofia pela UNIOESTE, campus de Toledo/PR (2008). Graduado em Filosofia pela Fundação Educacional de Brusque/SC (2002). Docente de filosofia no Instituto Federal do Paraná (IFPR), Campus Coronel Vivida. Vice-coordenador do Grupo de Pesquisa Filosofia, Ciência e Tecnologias (IFPR). Chefe-adjunto da revista IF Sophia (ISSN 2358-7482). Também é membro dos Grupos de Pesquisas: ENFILO - Grupo de estudos e pesquisa sobre o ensino de filosofia (UNESP/Marília) e NEDIH - Núcleo de Educação em Direitos Humanos (IFPR/Coronel Vivida). 

  • Katyuscia Sosnowski, Instituto Federal do Paraná

    Doutora em Informática na Educação - PPGIE - UFRGS/ UNT Universidade do Norte do Texas (2015), Mestre em Artes Visuais pelo PPGAV - UDESC (2011); Especialista em Arte - Educação e Tecnologias Contemporâneas pela UNB (2007), Especialista em Mídias na Educação pela FURG (2012), Licenciada em Educação Artística - habilitação em Artes Plásticas pela FAP (1998). Docente de Artes Visuais no Instituto Federal do Paraná- IFPR Campus Coronel Vivida; Representante do NAC - Núcleo de Arte e Cultura no Campus Coronel Vivida. 

Referências

ARANTES, P. Art, Nature and Coloniality: Critiques of the Anthropocene. DAT Journal, [S. l.], v. 10, n. 2, p. 4–21, 2025. DOI: 10.29147/dat journal. v.10 nº 2. 2025. Disponível em: https://datjournal.emnuvens.com.br/dat/article/view/995. Acesso em: 16 nov. 2025.

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KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras. 2020.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras. 2019.

KRENAK, Ailton. Sobre a reciprocidade e a capacidade de juntar mundo. In: Ailton Krenak, Helena Silvestre, Boaventura de Sousa Santos. O sistema e o antisistema: três ensaios, três mundos no mesmo mundo. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.

Ruína. Texto que acompanha a imagem homônima produzido por estudantes do ensino médio integrado. Não publicado. Coronel Vivida: 2025.

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Publicado

2025-12-23

Edição

Seção

Dossiê

Como Citar

DISTOPIAS DO ANTROPOCENO: de Krenak à sala de aula, imagens de um mundo devorado. (2025). IF-Sophia: Revista eletrônica De investigações Filosófica, Científica E Tecnológica, 11(30), 73-87. https://revistas.ifetpr.edu.br/ifsophia/article/view/2478