Educação não formal como meio de emancipação e desenvolvimento à cidadania
Palavras-chave:
Educação não formal, Emancipação, CidadaniaResumo
Esse artigo tem como objetivo defender que a educação não formal poderá ser um instrumento de práxis pedagógica emancipadora e libertadora e será permeado pelos referenciais teóricos de Adorno e Freire que corroborarão tal defesa. A educação não-formal torna-se um instrumento que contribui com a sociedade, na medida em que faz o caminho inverso da educação formal, isto é, aproxima-se dos sujeitos, os reconhece em toda sua dinâmica social, histórica, cultural e, ao sair do formalismo, desenvolve e potencializa os sujeitos para assumirem um novo entendimento, mais humano e ético, construído pelo movimento dialético entre teoria e prática. A educação não-formal ao desenvolver nos sujeitos os valores da cidadania, enquanto ação consciente dos direitos e deveres, converge e fundamenta uma proposta educacional que tem como pilares a democracia, a cidadania e a emancipação. Não há como educar para a cidadania, se a ação não for democrática e tiver caráter autoritário. Aprende-se também por meio dos exemplos, portanto a educação para a cidadania vem em sentido contrário à rotina, ao que é preestabelecido, aos tabus ideológicos, às intenções ambíguas ou distorcidas. É, pois, indissociável dos processos de formação pessoal e social, estando em permanente construção.
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