A poesia como movimento de significações

a morte e a eternidade

Autores

  • Patrícia de Lara Ramos Instituto Federal de Ensino, Ciência e Tecnologia do Paraná – IFPR

Palavras-chave:

Pensamento, Imagens, Significação, Emily Dickinson, Helena Kolody

Resumo

Neste artigo, procura-se conduzir o olhar do leitor para as imagens poéticas de forma a fazê-lo compreender que, em cada texto poético, elas engendram novas significações a partir da construção de significados entre aquilo que se vê e as estruturas do pensamento. Assim, a poesia, sendo produto do pensamento, é pura significação, revela uma leitura inesgotável por estabelecer uma relação de sentido com o homem. Além disso, a poesia é forma que o poeta encontra para dar voz à incerteza, para nomear aquilo que está sem nome, para procurar entender aquilo que angustia o homem. Emily Dickinson e Helena Kolody elaboraram sua poesia de maneira bastante semelhante, com poemas intensos e condensados e com a recorrência da temática da morte, sempre questionando o que haverá depois da morte, tratando do mistério da eternidade.

Biografia do Autor

  • Patrícia de Lara Ramos, Instituto Federal de Ensino, Ciência e Tecnologia do Paraná – IFPR

    É doutoranda em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRG, É Mestra em Letras: linguagem e sociedade pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, é Especialista em Língua Inglesa III pela Faculdade de Ciências Aplicadas de Cascavel – UNIPAN/ FACIAP, é Graduada e Licenciada em Letras Português-Inglês pela Universidade Paranaense – UNIPAR. É servidora pública federal, docente EBTT de Letras: Português-Inglês, lotada no Instituto Federal de Ensino, Ciência e Tecnologia do Paraná – IFPR, na cidade de Cascavel/ PR. É pesquisadora-efetiva do Grupo de pesquisa Filosofia, Ciência e Tecnologia – IFPR.

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Publicado

2016-05-26

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

A poesia como movimento de significações: a morte e a eternidade. (2016). IF-Sophia: Revista eletrônica De investigações Filosófica, Científica E Tecnológica, 2(7), 126-147. https://revistas.ifetpr.edu.br/ifsophia/article/view/392