A riqueza imaginária na Literatura infanto-juvenil
uma literatura da obra “De olho nas penas”
Palavras-chave:
Literatura fantástica, Imaginário, De olho nas penasResumo
A literatura fantástica é uma fonte de maravilhamento e reflexão pessoal, ela incita o pensamento crítico-reflexivo e é capaz de recriar e fecundar o imaginário, sendo ele um dos principais responsáveis pela formação de uma criança e, consequentemente, de um futuro adulto. A leitura da literatura fantástica propicia o encontro com o imaginário, ou seja, a visão de um mundo que não é único, mas que guarda, em seu interior, uma pluralidade de significados, ela não tem obrigação de transmitir mensagens, valores ou lições de moral, mas propicia algo que vai muito além disso: o encontro com a palavra, que gera inspiração e guarda sentidos ocultos capazes de inspirar e influenciar, criando novos horizontes, novos mundos. Tendo em mente que o imaginário é o conjunto de imagens que formam um todo coerente e que produz sentido diverso, este artigo propõe analisar as imagens da obra De olho nas penas de Ana Maria Machado, a fim de verificar a riqueza de imagens usadas para despertar o leitor jovem para uma viagem de sonhos e descobertas. Metodologicamente, o texto está pautado em pesquisa bibliográfica e seus resultados apontam para a mudança do foco da leitura da obra, não apenas atentando para temática e enredo, mas, principalmente, para as imagens nela empregadas. Para a discussão teórica, basear-nos-emos, principalmente, em Durand (1997); Wunenburger (2007); Ramos (2006); Chevalier e Gheerbrant (1986) para tratar das imagens e dos símbolos presentes na obra.
Referências
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