Tales de Mileto

Autores

  • Júlia Santana Kuhn

Palavras-chave:

Tales de Mileto, Cosmologia, Teologia, Epistemologia

Resumo

A partir do século VIII a.C, por meio dos genos, pautando-se na sophrosyne X hybris juntamente com a dikia e filia, estruturou-se a polis. Durante o período de transição para esta, haviam os profetas da verdade, os quais podem ser diferenciados em: aedo/ poeta, cuja atividade exercida era por meio das personagens de “significação real e profunda”: Musa e Memória. Outros igualmente importantes foram o adivinho e o rei justiceiro. O adivinho era o revelador das coisas divinas e presumidor do destino próximo ou distante e o rei justiceiro tem por função possuir a verdade, ser autêntico e justo. A partir destes últimos, verdade e realidade apresentam diferenciações mais presentes do que com os poetas. Até Aristóteles, a maioria dos pensadores relevantes continuaram tendo em pauta que apenas os deuses detêm conhecimento, havendo distinção entre conhecimento (sophia), conhecimento real (alétheia), verdade certa (episteme) e opinião (doxa), a qual os mortais estão aptos e podem contribuir. Em Tales, esses pensadores são vistos como os sóphos, os sábios. Com o progresso da polis, contudo, o discurso racional vai tornando-se fundamental para as relações sociais de poder. Logo, a religiosidade degrada-se, paulatinamente, no cenário e “o lógos torna-se, acima de tudo, uma realidade autônoma”.

Biografia do Autor

  • Júlia Santana Kuhn

    É estudante do curso Técnico Integrado de Eletromecânica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná – IFPR. É partícipe do Projeto de Extensão “Interdisciplinaridade e Educação Científica por meio do ensino de Astronomia”.

Referências

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Publicado

2017-05-27

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Tales de Mileto. (2017). IF-Sophia: Revista eletrônica De investigações Filosófica, Científica E Tecnológica, 3(11), 53-59. https://revistas.ifetpr.edu.br/ifsophia/article/view/557