Hannah Arendt
tecnologia, violência e progresso
Palavras-chave:
Ciência, Totalitarismo, Campos de concentração, IdeologiaResumo
Investigamos no pensamento político de Hannah Arendt (1906-1985) as relações entre o progresso científico e tecnológico com a violência. A partir da análise da crise do mundo moderno trazida pela ascensão do totalitarismo alemão, esclarecemos o papel dos campos de concentração como tecnologia para a mudança da natureza humana tendo como premissas a ideologia e o terror. Por causa dos ataques com bombas atômicas a Hiroshima e Nagazaki, no Japão, dando fim à Segunda Guerra Mundial, avaliamos o receio de que uso constante dessa tecnologia levasse a espécie humana ao seu termo com a temida guerra nuclear. Distinguimos os conceitos de poder e violência a fim de demonstrar que a confusão está fundamentada na banalização do uso da violência e das tecnologias de guerra no mundo moderno e de sua confusão com o fenômeno do poder: a violência não amplia o poder, antes é sinal de sua decadência. Por fim, criticamos o mito do progresso ilimitado da ciência e da tecnologia e sua pretensa melhoria do mundo comum com a dissenção em relação ao sensus communis. Em nosso estudo aproximamos a discussão sobre o uso da tecnologia da política a partir dos conceitos arendtianos.
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