O RESÍDUO DE PESCADO E O USO SUSTENTÁVEL NA ELABORAÇÃO DE COPRODUTOS
DOI:
https://doi.org/10.21575/25254790rmmaa2017vol2n2223Palavras-chave:
beneficiamento, subproduto, sustentabilidadeResumo
A produção e consumo de pescado cresceu expressivamente nos últimos anos. Porém, surgem problemas relacionados à destinação dos resíduos sólidos produzidos na transformação do pescado. Estima-se que 50% da matéria-prima processada seja responsável pela geração de resíduos. O descarte inadequado ocasiona sérios impactos ambientais. O emprego de tecnologias emergentes e inovadoras surge como uma alternativa para agregação de valor ao resíduo que é descartado, diminuindo problemas de poluição ambiental. Desse modo, objetivou-se realizar uma revisão de literatura acerca da geração de resíduos na indústria do pescado e sobre as opções para o correto aproveitamento desse material, contribuindo para a sustentabilidade da pesca e aquicultura. Para seleção das referências foram consultadas as bases de dados Science Direct, SCOPUS, Scielo.org, FAO Fisheries and Aquaculture e Wiley Online Library, utilizando-se os descritores “resíduo de pescado” e “coprodutos de pescado”. Foram selecionados e incluídos artigos e documentos originais indexados no período entre 2005 e 2017, cujo objetivo e tema central era resíduo de pescado. A destinação dos resíduos não comestíveis (cabeça, vísceras, escamas e pele) para alimentação animal tem sido proposta para a fabricação de farinha, silagem e óleo de pescado, surgindo como opção de baixo custo. Quanto aos resíduos comestíveis do pescado (espinhaço, aparas da filetagem, pescado de baixo valor econômico), esses têm a opção de serem empregados na fabricação de formatados, embutidos e reestruturados de pescado. Na elaboração desses produtos, a Carne Mecanicamente Separada (CMS) e a Carne Triturada de Pescado (CTP), obtida a partir dos resíduos comestíveis, têm sido usadas como matéria-prima de baixo custo e elevado valor nutricional. Apesar das tecnologias disponíveis para aproveitamento dos resíduos, uma parte ainda é descartada de forma inadequada pelas indústrias. Seu aproveitamento para alimentação animal ou humana mostra-se viável pela possibilidade de agregação de valor aos resíduos e redução do descarte.
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