REFLEXÕES SOBRE ENSINO REMOTO, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E O USO DE TECNOLOGIAS NO ENSINO BÁSICO: A EXPERIÊNCIA DA RÁDIO IFPR-PARANAGUÁ
Keywords:
Educação Popular. Tecnologias em educação. Políticas educacionais. Subjetividade.Abstract
O texto que segue busca refletir os rumos das atuais reformas educacionais de cunho neoliberal implementadas pelo Estado brasileiro no cotidiano escolar de estudantes de Escola públicas, assim como apresentar um esboço de contra-proposta à partir de uso dialógico da tecnologia em sala de aula, trabalhadas à partir da teoria educacional crítica (FREIRE, 1996; 2014; HOOKS, 2013; PISTRAK, 2014; 2015; CALDART, 2012; RIBEIRO, 2013). Para tal, pretende-se percorrer as implicações das atuais de políticas de ensino remoto em escolas públicas da rede estadual do Paraná, assim como sua produção teórica e concepções pedagógicas implicitas no sentido de consolidar uma determinada concepção ideológica dominante (MARX, 1988) Meu intento é denunciar o caminho posto pelo estado brasileiro, em especial após a adoção de sistemas remotos de ensino em escolas públicas do âmbito municipal, estadual e federal, ressaltando a importância, para jovens de periferia, de uma educação pública, laica, de qualidade e popular como forma de apresentar referências contra-hegemônicas (MONASTA, 2014) no processo de ensino-aprendizagem. A experiência da Rádio IFPR-Paranaguá, em atividade entre os anos de 2019 e 2020, e com progromas produzidos em formato de rádio digital produzidos por professores e estudantes se coloca como um caminho que aponta em outra direção, em que o processo educativo ocorre na relação educador-educando mediada pela tecnologia, e não conduzidos por ela. Por fim, aponta-se reflexões que nos permitem pensar em nosso fazer diário como educadores, em tempos em que o sucateamento e a privatização educação pública são escamoteados com o véu tecnológico de plataformas e aplicativos educativos.
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