Coletivo de Mulheres "Elas por Elas": respeito, autonomia e empoderamento da mulher na escola e na comunidade
Palavras-chave:
mulher, grupo, formação, inclusão, liberdadeResumo
Há tempos, evidências históricas e artísticas mostram a tentativa da mulher de desvencilhar-se do estereótipo de versão negativa e avessa do homem (ZOLIN, 2009), buscando introduzir-se por suas características e existência próprias. Porém, o que se tem visto ao longo dos anos, mesmo com o avanço do pensamento e da produção intelectual do Ocidente, é a persistência de várias formas de sexismo, as quais relegam a mulher à condição de objeto ou de coadjuvante de sua própria história. Papéis sociais e espaços de atuação são definidos para as meninas quando estas ainda estão nos ventres de suas mães, e quaisquer ações “desviantes” do destino que lhes foi traçado, a saber, comportar-se como o “segundo sexo”, para usar as palavras de Simone de Beauvoir, passam a ser questionadas, criticadas e rechaçadas, inclusive, por outras mulheres. E essas tautologias não seriam tão mais perigosas se, na verdade, não refletissem e perpetuassem a normalização da condição de subalternidade ainda conferida às mulheres, responsável por invisibilizar identidades femininas tão distintas (BORDIEU, 2020), como as relacionadas neste projeto. Por esta razão, estabeleceu-se, por meio de um projeto de extensão, o Coletivo de Mulheres “Elas por Elas”, iniciativa voltada para a promoção de múltiplas identidades femininas presentes dentro e fora do IFPR, por meio de formação profissional, política, social e legal, discussões, escuta psíquica, realização de oficinas, rodas de conversa e de estudos científicos e outras atividades desenvolvidas em favor da extinção de práticas sexistas e, por conseguinte, da equidade de gênero.
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