Aulas abertas e o esporte na cultura corporal do movimento
Resumo
O presente artigo analisou uma experiência com a abordagem metodológica de ensino da Educação Física intitulada de Aulas Abertas, a partir de práticas corporais de uma escola técnica federal durante a realização de um projeto de ensino de voleibol da instituição, durante o ano de 2016, no município de Ibirama, no estado brasileiro de Santa Catarina. Esta análise é feita e discutida a partir da seguinte questão norteadora, como se articula a relação entre práticas corporais e a metodologia Aulas Abertas num projeto de ensino de um esporte na escola? A prática será cartografada a partir das leituras de Gilles Deleuze e Félix Guattari através de relato de experiência. Previamente apontamos uma situação paradoxal, numa prática esportiva essencialmente coletiva com a prática de tomada de decisões também coletiva, o que existe é uma prática reprodutiva, que faz com que os indivíduos se fechem em si mesmos. Então, como considerar corpos que inseridos dentro de uma perspectiva esportiva para a coletividade a para tomada de decisões colaborativas respondem a partir de uma ação maquínica para além da prática?
Referências
BALL, S. J. “Sociologia das Políticas Educacionais e Pesquisa Crítico-Social: uma revisão pessoal das políticas educacionais e da pesquisa em política educacional” In BALL, Stephen J; MAINARDES, Jefferson (Orgs). Políticas Educacionais: questões e dilemas. São Paulo: Cortez, 2011.
BERNARDINHO. Transformando o suor e ouro. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. BIESTA, Gert. Para Além da Aprendizagem: Educação Democrática para o Futuro. 2012.
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Educação Física. Brasília: MEC/SEF, 1997.
CERVI, Gicele Maria. Política de gestão escolar na sociedade de controle. Rio de Janeiro: Achiamé, 2013. DARIDO, S. C. Educação Física na escola: questões e reflexões. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. DELEUZE, Gilles. GUATTARI, Felix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Volume 1. 2ª Reimpressão. Rio de Janeiro: Editora 34, 2000.
_____. Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia. V.2. São Paulo: Editora 34, 1995.
_____. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. V.4 São Paulo: Editora 34, 1997. DELEUZE, Gilles. PARNET, Claire. Diálogos. São Paulo: Escuta, 1998.
DREYFUS, H. e RABINOW, P. Michel Foucault, uma trajetória filosófica: para além do estruturalismo e da hermenêutica. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1995.
DOLZ, J. SCHNEUWLY, B. “Gêneros e progressão em expressão oral e escrita: elementos para reflexões sobre uma experiência suíça” In Enjeux: 31-49, 1996.
FONTES, Patrícia. “Em busca de uma Educação Física crítica reflexiva: primeiros passos do PIBID FURB Educação Física” In GICELE, Maria Cervi; et al. Formação Docente: qualificando conceitos em diferentes tempos e espaços. Blumenau: EDFURB, 2013.
FOUCAULT, Michel. A história da sexualidade 1: A vontade de saber. São Paulo: editora Graal, 2009a.
_____. Vigiar e Punir. Petrópolis, 2009b.
GEERTZ, C. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.
GUATTARI, F. ROLNIK, S. Micropolítica: cartografias do desejo. Petrópolis: Editora Vozes, 1996.
HILDEBRANDT, Reiner; LAGING, Raalf. Concepções abertas no ensino da educação física. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1986.
HILDEBRANT-STRAMANN. R. Textos pedagógicos sobre o ensino da educação física. Unijuí. 2001.
KREBS, R. J. Desenvolvimento Humano: Teoria e Estudos. Santa Maria: Casa Editorial, 1995. São José.
LINS, João (coord.). O futuro do trabalho: impactos e desafios para organizações no Brasil. [s/d]. PWC – FGV EAESP, 2014.
PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; ESCÓSSIA, Liliana da. Pistas do método cartográfico: pesquisa-investigação e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2009.
VARELA, Julia. ALVAREZ-URIA, Fernando. A maquinaria escolar. São Paulo: Teoria & Educação, n. 6, p. 68-96, 1992.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2018 Albio Fabian Melchioretto, Luís Carlos Rodrigues

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Todos os trabalhos que forem aceitos para publicação, após o devido processo avaliativo, serão publicados sob uma licença Creative Commons, na modalidade Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International Public License (CC BY-NC-ND 4.0). Esta licença permite que qualquer pessoa copie e distribua a obra total e derivadas criadas a partir dela, desde que seja dado crédito (atribuição) ao autor / à autora / aos autores / às autoras.
