Ocupar-se da Educação ocupando a escola
sujeitos que produzem, questionam e compõem aprendizagens
Palavras-chave:
Autonomia, Envolvimento, EmancipaçãoResumo
Buscamos perseguir, a partir de quatro movimentos teóricos, estratégias para conceber a escola que questione e pense a si própria, a partir de seus múltiplos agentes e perspectivas. Afinal, se é possível traçar um caminho a partir do qual nossos espaços de educação formal possam se valer da instiga e emancipação dos sujeitos, será com o comprometimento e inserção de cada um dos envolvidos em seus processos basilares. Ter o aluno como aliado, por esta perspectiva, é convidá-lo a pensar a escola, e pensar na escola. O protagonismo potencializa-se com a base nos sujeitos autônomos, que se empenham em usar a potência humana de dar início a novos processos, sobretudo os que atestam a própria capacidade de recriar, propor, inventar e reinventar. Expressa, também, a urgência de buscar estratégias necessárias à construção do conhecimento em nossos espaços escolares que possam estimular e promover o interesse com as questões educacionais. Estratégias que pensem na ocupação dos alunos, ocupação não apenas de um corpo que se faz presente com bases na apatia, obrigação, burocracias, mas o corpo que pensa a si próprio como principal, constitutivo, que quer ocupar e ocupa. A ocupação dos espaços escolares sob a perspectiva do querer, com a multiplicidade de olhares que se somam, expressa uma educação que efetivamente pensa e é pensada por seus agentes. Assim, ao considerar o aluno em seus contornos, instigas, potências... a escola enfim pode seguir com seus processos em consonância com aquilo que leva cada um a ser quem realmente é. A partir deste viés, cabe indagar: o que nos lega o movimento de ocupação das escolas (#ocupatudo)? Que força política o envolvimento com a educação pode legar?
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