HISTORIAR

a metodologia da sala de aula invertida no ensino de história

Autores

  • Paulo Roberto Krüger Instituto Federal do Paraná

Palavras-chave:

Metodologias Ativas, TDICs, Aprendizagem

Resumo

As Tecnologia Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) e a internet são ferramentas cada vez mais presentes no processo de ensino-aprendizagem, porém, ainda enfrenta-se resistência e dificuldades na sua utilização em sala de aula, mesmo sendo comum encontrar alunas(os) portando notebooks, tablets e, principalmente, smartphones, geralmente, conectados à rede mundial de computadores. Ainda assim, essas(es) alunas(os) não necessariamente fazem uso pedagógico das TDICs em sala de aula. Este artigo é resultado de um projeto que buscou utilizar esses equipamentos e o acesso à internet para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem de História. Assim, foi utilizada à Sala de Aula Invertida, metodologia sistematizada por Jonathan Bergmann e Aaron Sams, propondo a antecipação instrucional e destinando o espaço da sala de aula – encontro presenciais – para o desenvolvimento de atividades e aprofundamento temático. Tal proposta busca valorizar o uso dessas tecnologias em sala de aula e fora dela, transformando-as em ferramentas pedagógicas para auxiliar o Ensino. No decorrer da pesquisa foi possível verificar algumas possibilidades e dificuldades na utilização dessa metodologia ativa, como os vícios educacionais – uso em larga escala de uma proposta de educação bancária, criticada por Paulo Freire, e os ganhos – em sala de aula houve aumento da produtividade e interações, quando a metodologia da Sala de Aula Invertida se efetivou. Uma prática recorrente foi o conflito entre a “barganha” e a autonomia das(os) alunas(os), mesmo assim, o saldo da pesquisa apresentou resultados satisfatórios no desempenho geral das turmas pesquisadas.

Biografia do Autor

  • Paulo Roberto Krüger, Instituto Federal do Paraná

    Mestre em História pela Universidade do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, e do Curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal do Paraná – Campus Ivaiporã.

Referências

BERGMANN, Jonathan; SAMS, Aaron. Sala de aula invertida: uma metodologia ativa de aprendizagem. Rio de Janeiro: LTC, 2017.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.

KARNAL, Leandro. Conversas com um jovem professor. São Paulo: Contexto, 2017.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Mariana de Andrade. Metodologia científica. São Paulo: Atlas, 2011.

MORÁN, José. Mudando a educação com metodologias ativas. In: SOUZA, Carlos Alberto de; MORALES, Ofelia Elisa Torres. Coleção Mídias Contemporâneas. Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. [S.I.]: UEPG, 2015. v. II.

TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na Educação: novas ferramentas pedagógicas para o professor na atualidade. São Paulo: Érica, 2012.

VALENTE, José Armando. A Comunicação e a Educação baseada no uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação. Revista UNIFESO – Humanas e Sociais. v. 1, n. 1, p. 141-166, 2014a.

VALENTE, José Armando. Blended learning e as mudanças no ensino superior: a proposta da sala de aula invertida. Educar em Revista. n. 4, p. 79-97, 2014b.

ZALUSKI, Felipe Cavalheiro; OLIVEIRA, Tarcísio Dorn de. Metodologias Ativas: uma reflexão teórica sobre o processo de ensino e aprendizagem. In: CIET:EnPED:2018 – Educação e Tecnologias: Aprendizagem e construção do conhecimento, maio 2018, São Carlos. Anais São Carlos: Secretaria Geral de Educação a Distância Universidade Federal de São Carlos, 2018. p. 01-09.

Downloads

Publicado

2020-12-28

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

HISTORIAR: a metodologia da sala de aula invertida no ensino de história . (2020). IF-Sophia: Revista eletrônica De investigações Filosófica, Científica E Tecnológica, 6(20), 50-70. https://revistas.ifetpr.edu.br/ifsophia/article/view/206