A EDUCAÇÃO COMO INSTRUMENTO EMANCIPATÓRIO NO SISTEMA PRISIONAL

Authors

  • Danielle Pereira Gomes Kanaan Instituto Federal do Paraná - campus Paranaguá
  • Roberto Martins de Souza Instituto Federal do Paraná - campus Paranaguá
  • Lucas Barbosa Pelissari Instituto Federal do Paraná - campus Paranaguá

DOI:

https://doi.org/10.21575/25254774rmsh2020vol5n31466

Keywords:

Educação, emancipação, sistema prisional.

Abstract

O trabalho proposto tem por objetivo analisar a educação no sistema prisional do Paraná como instrumento de emancipação dos alunos-apenados, segundo os preceitos do PEESP. Desse modo, o tema se mostra digno de estudo, uma vez que a Lei de Execução Penal, assegura ao preso a assistência educacional a fim de prevenir novos crimes e reconduzi-los ao convívio social (arts. 10 e 11, IV) aptos a exercer a cidadania e a atividade profissional. Todavia, muito embora presente na legislação penal desde 1.984, o acesso à educação no nível médio só passou a ser obrigatório nas unidades penais a partir da Lei nº 13.163, no ano de 2.015. Ainda assim, o que se verifica no cenário carcerário, jurídico e social se mostra contrário às expectativas legais. Para tanto, a elaboração deste trabalho fez uso da metodologia de pesquisa a partir de uma análise qualitativa acerca das fontes documentais, isto é, dos aparatos tecnológicos que regem o ensino no sistema penitenciário e bibliográfica, por meio da interdisciplinaridade do campo CTS e ciência jurídica. Assim, com a finalidade de contribuir não somente com o meio acadêmico e jurídico, mas também prisional e à sociedade, o artigo tramitará pelo contexto jurídico ao conceituar e fundamentar a educação como um direito fundamental aos presos, perpassando pela educação ao buscar em suas funções a medida de se efetivar a formação emancipatória do apenado como sujeito de direitos. Contudo, concluiu-se que a educação ministrada no sistema prisional paranaense, segundo seus textos normativos, ainda que sutilmente embasadas em um discurso emancipador, se mostra falaciosa ante as suas propostas de ensino profissional tecnicista lançadas nos referidos artefatos tecnológicos, das quais se tornam impossíveis efetivar uma educação plena, contribuindo tão somente para uma reprodução social de classes dentro de uma sociedade industrial avançada.

Author Biographies

  • Danielle Pereira Gomes Kanaan, Instituto Federal do Paraná - campus Paranaguá
    Mestranda em Ciência, Tecnologia e Sociedade - CTS (IFPR). Atua como advogada autônoma - Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Paraná (PR). Especialista em Direito e Processo Civil. Possui graduação em Direito (2.015) e Pedagogia (2.013) pelo Instituto Superior do Litoral do Paraná.
  • Roberto Martins de Souza, Instituto Federal do Paraná - campus Paranaguá
    Pós doutorando em Antropologia social na UFPR. Docente no IFPR – campus de Paranaguá/PR nos cursos de Ciências Sociais, PROEJA e Mestrado - PPGCTS. Graduado em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Paraná (1.994). Atua na área de Educação de Jovens e Adultos, Educação do Campo, Direito à Cidade, Conflitos Ambientais e Movimentos Sociais
  • Lucas Barbosa Pelissari, Instituto Federal do Paraná - campus Paranaguá
    Docente no Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, em Ciência e Tecnologia, além de coordenador adjunto no Mestrado (PPGCTS) - IFPR – campus de Paranaguá/PR. Possui Mestrado em Educação (2.012) pela UFPR e Doutorado em Políticas Públicas e Formação Humana pela UERJ (2.018). Atua na área de Educação, relações entre Estado e sociedade e trabalho e educação.

Published

2020-12-31

Issue

Section

Artigos Gerais