DESENVOLVIMENTO DE BIOSSENSOR EM MICROSCÓPIO DE FORÇA ATÔMICA PARA DETERMINAÇÃO DE GLIFOSATO EM MATRIZES AMBIENTAIS

Authors

  • Monica Santana Vianna Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
  • Jhonny Huertas Flores Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
  • Susane Vieira dos Santos Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho/UFRJ
  • João Paulo Machado Torres Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho/UFRJ
  • Antônio José da Silva Neto Rio de Janeiro State University image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.21575/25254782rmetg2018vol3n3654

Keywords:

Biossensor, Glifosato, Albumina, Microscopia de Força Atômica.

Abstract

A preocupação com os níveis de agrotóxicos no meio ambiente têm motivado grupos de pesquisa no mundo inteiro a aperfeiçoar as metodologias para a sua determinação em diferentes amostras. A necessidade de metodologias analíticas mais simples tem impulsionado o desenvolvimento de sensores biológicos desde a década de 1980/90, sendo que a presença dos interferentes tem limitado suas aplicações. Os biossensores em plataforma de Microscópios de Força Atômica (MFA) permitem o controle das condições do meio para a resposta mais adequada à presença do compostos de interesse e medidas de espectroscopia de força e imagem pontuais que permitem a medição de interações moleculares. O objetivo deste trabalho é definir as condições para a imobilização da albumina bovina sérica (BSA) e para a medida de sua interação com a molécula de glifosato. A metodologia consiste na definição das condições para a complexação na presença de interferentes: conformação mais adequada da molécula do sensor e forma química do analito). Os métodos de espectroscopia de fluorescência foram adotados para os estudos de formação de complexos BSA-glifosato. Os espectros de fluorescência da BSA evidenciaram a complexação com o herbicida na razão estequiométrica 1:1 sob condições específicas de pH e força iônica definidas em modelo empírico. A espectroscopia de força realizada com ponteira de nitrato de silício funcionalizada com BSA evidenciaram interações moleculares significativas com o herbicida. Os ensaios baseados na fluorescência intrínseca da BSA foram eficientes para definir as condições de imobilização do sensor e de medida de força da interação BSA-glifosato com vistas à aplicação em amostras com presença de interferentes. As medidas de espectroscopia de força confirmaram as condições experimentais para realizar a validação do biossensor.

Published

2018-09-25

Issue

Section

Artigos Gerais